terça-feira, 8 de abril de 2014

EMPREGO DE ALGUMAS PALAVRAS E EXPRESSÕES

EMPREGO DE ALGUMAS PALAVRAS E EXPRESSÕES

1- Por que / porque / porquê / por quê

Em final de frase, a palavra que deve ser sempre acentuada. Trata-se de um monossílabo tônico terminado em –e. Lembre-se: são acentuados os monossílabos tônicos terminados em a(s), e(s), o(s).
Exemplo: Você vive de quê?

1.1- Por que (preposição por + pronome que) = pelo qual e flexões.
Exemplo: Este é o caminho por que (= pelo qual) passo.
- quando, depois dele, vier escrita ou subentendida a palavra razão / motivo.
Exemplos: Por que (razão / motivo) você não veio? ou Você não veio, por quê (motivo / razão)?

1.2- Porque = pois (conjunção explicativa ou causal).
Exemplo: Não veio porque (= pois) estava doente.

1.3- Porquê (substantivo). É precedido de artigo ou outra palavra determinante.
Exemplo: Não sei o porquê de tanta conversa.

2- Onde / aonde
Onde = verbos que não dão ideia de movimento: Não sei onde estão meus livros.
Aonde = verbos que dão ideia de movimento: Aonde você vai?

3- Mau / mal
Mau (adjetivo) oposto de bom: Era um mau aluno (Era um bom aluno).
Mal (advérbio de modo) oposto de bem: Ele se comportou mal (Ele se comportou bem).
Mal (conjunção temporal = assim que): Mal (Assim que) chegou, saiu.
Mal (substantivo – precedido de artigo ou de outro determinante): Assistir ao BBB é um mal terrível.

4- Cessão / sessão / seção (= secção)
Cessão = “ato de ceder”, “ato de dar”: Fez a cessão de seus bens.
Sessão = intervalo de tempo que dura uma reunião, uma assembleia: Assistimos a uma sessão de cinema. Reuniram em sessão extraordinária.
Seção (= secção) = parte de um todo, segmento, subdivisão: Encontrou seu livro na seção/secção de achados e perdidos.

5- Há / a
Há = tempo passado (= faz): dois meses que não a vejo (= Faz dois meses que não a vejo). O verbo “fazer” indicando tempo não é flexionado no plural.
A = tempo futuro: Daqui a alguns meses volto à Europa.

6- Mas / mais
Mas = conjunção adversativa (= porém, todavia, contudo, entretanto) indica oposição/contrariedade: Fui ao clube, mas estava chovendo.
Mais = advérbio de intensidade; indica adição. Pode ser substituído por menos: É a garota mais simpática da classe.

7- Senão /se não
Senão (= caso contrário): Não estacione neste local, senão será multado.
Se não (= se por acaso não) = conjunção condicional “se” + advérbio de negação “não”: Se não chover, vamos ao clube.

8- Ao encontro / de encontro
Ao encontro (= a favor de) = rege a preposição “de”: aquelas atitudes vão ao encontro do que eles pregavam.
De encontro (= contra alguma coisa, em direção oposta) = rege a preposição a: Sua atitude veio de encontro ao que eu esperava.

REFERÊNCIA:
TERRA, Ernani; NICOLA, José de. Português de olho no mundo do trabalho: volume único. São Paulo: Scipione, 2004. – (Coleção de olho no mundo do trabalho).

segunda-feira, 31 de março de 2014

A POLÍTICA E A EDUCAÇÃO BRASILEIRA - Marcelo Maciel de Almeida

 

 
 


 







 
A POLÍTICA E A EDUCAÇÃO BRASILEIRA
Marcelo Maciel de Almeida – 30/03/2014
 
Dizem que certos assuntos não se discutem. Dentre eles, a política. O fato é que somos seres políticos e somos permeados e interpelados pela política a todo instante.
Causa-me repúdio os maus tratos para com a educação brasileira. A meu ver, a escola é o espaço de formação de cidadãos críticos capazes de transformar a sociedade. É muito fácil manipular um povo sem educação.
Ao inquirir sobre a ausência de um estudante do noturno, disseram-me que esse aluno não poderia frequentar o mesmo por não possuir carteira de trabalho. Alertei meus alunos sobre os cortes que têm sido feito na educação mineira. Antes, tínhamos um cursinho, grupos de desenvolvimento profissional, a EJA, além da educação regular. Em reunião pedagógica, esclareceram-nos que a escola optaria pela EJA ou pelo ensino regular no noturno.
Preocupa-me a passividade de alguns perante o cenário exposto acima. O que fazemos para a melhoria de nossas condições de trabalho? O que os professores estão fazendo para uma política de valorização docente? Faltam profissionais licenciados e em formação continuada. Muitos têm uma jornada de trabalho pesada, o que é empecilho para atualização em cursos.
Em suma, devemos todos exigir uma educação de qualidade – tanto docentes e discentes. Preocupa-me a evasão de alunos, o fechamento de salas de aula, o desinteresse de alunos e, sobretudo, a grande inversão de valores que tem marcado a sociedade brasileira.
 
 
Estado fechará turmas do ensino médio noturno   
De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) em Uberaba, a partir de 2014 algumas escolas da rede estadual não terão mais o primeiro ano do ensino médio noturno. A Resolução nº 2442, de 2013, é do governador Antonio Anastasia. Ela determina que as novas turmas somente poderão ser abertas com alunos maiores de dezoito anos ou que apresentem carteira de trabalho assinada.
O superintendente regional de Ensino em Uberaba, Eduardo Callegari, explica que a resolução prevê que algumas turmas do ensino médio noturno serão agrupadas em determinadas escolas. “Em algumas escolas vai funcionar o ensino médio noturno regular e em outras vai funcionar o EJA, mas em todas as escolas haverá aulas. E ainda haverá escolas onde funcionarão o EJA e o ensino médio. Isto porque não há mais alunos para todas as escolas ao mesmo tempo, por conta de demanda. Tudo com bom senso, por exemplo, no Residencial 2000, não temos escola com ensino médio de manhã, então, independente da resolução, os alunos vão estudar à noite”, destaca. Conhecida como Educação de Jovens e Adultos (EJA), trata-se de modalidade de ensino nas etapas do fundamental e médio adotada para receber jovens e adultos que não completaram a educação básica em idade apropriada.
Na prática, a medida impede a abertura de novas turmas, enquanto os segundos e terceiros anos funcionam normalmente. Para Maria Helena Gabriel, presidente do Sind-UTE Uberaba, a medida, como todas as outras do governo, foi tomada sem qualquer consulta ou diálogo com a sociedade ou mesmo com as comunidades escolares. “A preocupação é quem, dos alunos, vai ficar nas escolas para poder trabalhar o ano que vem? Se não vai matricular mais, vai ter aluno que vai perder serviço em 2014 ou vai parar de estudar”, destaca. Além disso, ela alerta que ensino regular e EJA não são a mesma coisa e, portanto, o segundo não poderia substituir o primeiro por tecnicamente oferecer o mesmo conteúdo na metade do tempo.
Maria Helena ressalta que a inclusão de mais uma obrigação, a de apresentar a carteira assinada, burocratiza ainda mais a matrícula e afasta os alunos da escola, favorecendo o aumento da evasão escolar. Além disso, por conta de cada sala fechada, haverá demissões de professores e outros profissionais da Educação, caso não sejam absorvidos pelas outras escolas. “Para os jovens que trabalham sem carteira assinada ou queiram ir para o noturno por opção, restarão apenas os programas de estudo acelerado, EJA e supletivo, após completarem dezoito anos”, completa a presidente.
 
REFERÊNCIA:
MACEDO, THASSIANA. Estado fechará turmas do ensino médio noturno. Disponível em http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,2,CIDADE,88858. Acesso no dia 31/03/2014


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O PARNASIANISMO BRASILEIRO

O PARNASIANISMO BRASILEIRO

Observe o título deste blog - "Última Flor do Lácio". Ele foi inspirado no poema "Língua Portuguesa", de Olavo Bilac. O professor Pasquale Cipro Neto também foi influenciado por esse poema. Na Folha de São Paulo, a coluna reservada à Língua Portuguesa, de Pasquale, intitulava-se "Inculta e Bela".






  • Realismo e Naturalismo: manifestações em prosa literária;
  • Parnasianismo e Simbolismo: manifestações na poesia;
  • "Batalha do Parnaso": Polêmica em versos publicada no "Diário do Rio de Janeiro = Realismo e Parnasianismo X Romantismo;
  • Início do Parnasianismo no Brasil: 1870 - Publicação de "Fanfarras", de Teófilo Dias.
Características:
  • Preocupação formal = vocabulário elaborado, culto, preferência pelos sonetos, sintaxe elaborada;
  • "Arte pela arte" - poesia visa essencialmente à estética, não sendo, pois, uma literatura engajada;
  • poesia comparada às artes plásticas (escultura);
  • elementos da mitologia greco-latina;
  • Temas descritivos (cenas históricas, paisagens);
  • enfoque sensual da mulher;
  • habilidade na criação dos versos: poeta = ourives;
  • vocabulário culto;
  • objetivismo;
  • universalismo;
  • apego à tradição clássica = combate às emoções e fantasias exageradas dos românticos = busca do equilíbrio.
Autores e Obras:

Tríade Parnasiana = Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac.

1- OLAVO BILAC (16/12/1865 – 28/12/1918)

  • Poesia lírica, amorosa e sensual, abandonando o tom comedido do Parnasianismo: criou uma linguagem pessoal e comunicativa;
  • obras: A sesta de Nero”, “O incêndio de Roma”, “O Caçador de Esmeraldas” “Panóplias”, “Via Láctea”, “Sarças de fogo”, “As viagens”, “Alma inquieta”, “Tarde” (publicada após a sua morte, em 1919), etc.

2- ALBERTO DE OLIVEIRA (1857 – 1937)
  • grande preciosismo vocabular. Possui características românticas, porém é mais contido e não tão sentimental como os românticos;
  • obras: “Canções Românticas”, “Meridionais”, “Sonetos e Poemas”, “Versos e Rimas”.

3- RAIMUNDO CORREIA (1860 – 1911)
  • visão negativa e subjetiva do mundo = tom filosófico à sua poesia, embora apenas superficialmente;
  • Obras: Poemas - ” Plenilúnio”, “Banzo”, “A cavalgada”, “Plena Nudez”, “As pombas”; Livros - “Primeiros Sonhos”, “Sinfonias”, “Versos e Versões”, “Aleluias”, “Poesias”.

4- VICENTE DE CARVALHO (1866 – 1924)
  • Rigor com a forma, mas não abandonou a expressão lírica e sentimental do romantismo;
  • Obras: “Ardentias”, “Relicário”, “Rosa, rosa de amor”, “Poemas e canções”.

REFERÊNCIA:

GOMES, Cristina. Parnasianismo. Disponível em http://www.infoescola.com/literatura/parnasianismo/ Acesso no dia 16/08/2012.
Parnasianismo no Brasil. Disponível em http://www.brasilescola.com/literatura/parnasianismo-no-brasil.htm Acesso no dia 16/08/2012.





domingo, 5 de agosto de 2012

A SEMANA DA ARTE MODERNA

A SEMANA DA ARTE MODERNA

  • 11 a 18 de fevereiro de 1922, São Paulo, Teatro Municipal.
  • Objetivo: Transformar o contexto artístico e cultural urbano na literatura, nas artes plásticas, na arquitetura e na música do século XIX. Em outras palavras, criar uma arte essencialmente brasileira em sintonia com as novas tendências europeias.
  • Inspiração de novas linguagens, de experiências artísticas, de uma liberdade criadora = rompimento com o passado. 
LITERATURA
 Mário de Andrade

 Oswald de Andrade

 Menoti del Picchia

 Plínio Salgado

ESCULTURA

 Víctor Brecheret

PINTURA
Anita Malfatti

 Di Cavalcanti

 Tarsila do Amaral

MÚSICA

Villa-Lobos




Contexto histórico:
  • Agitações políticas, sociais, econômicas e culturais;
  • Vanguardas artísticas e linguagens liberadas de regras e disciplinas;
  • República Velha - oligarquia do café e política conservadora - elite, habituada aos modelos estéticos europeus mais arcaicos, eram contra a Semana da Arte Moderna.
Movimentos artísticos
  • Futurismo:
  • Cubismo:
  • Expressionismo:
  • Pau-Brasil:
  • Verde-Amarelo:
  • Grupo da Anta:
  • Antropofagia:
Principal insatisfação estética na literatura: poesia.

Anita Malfatti: experiências vanguardistas. 1917 - Primeira exposição do Modernismo brasileiro. Este evento foi alvo de escândalo e de críticas ferozes de Monteiro Lobato. Isso provocou o nascimento da Semana da Arte Moderna.

Principal legdo da Semana da Arte Moderna: libertar a arte brasileira da reprodução nada criativa de padrões europeus = construção de uma cultura essencialmente nacional.

REFERÊNCIA:

Semana de Arte Moderna. Disponível em http://www.infoescola.com/artes/semana-de-arte-moderna/. Acesso no dia 06/08/2012.


sexta-feira, 25 de março de 2011

O Homem Brincando de Deus



[Vanessa de Souza Mota]




Você bem já deve ter ouvido falar nessa expressão: "o homem ultimamente vem brincando de Deus". Por que será que usamos essa expressão? É porque o homem está fazendo o que bem entende do mundo, pensando apenas em dinheiro, no seu "mundinho" capitalista, sem pensar sequer nas consequências que poderão acontecer por causa das agressões que estão sendo feitas ao meio ambiente. Já não é de hoje que eles vêm brincando de Deus. Isso já vem acontecendo durante séculos, ou até mesmo, milhares de anos.


Nós, seres humanos, viemos desde os primeiros anos inventando algum tipo de tecnologia, que de tempo em tempo são substituidas, mas sem pensarmos nos problemas que podem ser acarretados devido aos nossos atos. Um desses problemas é o desmatamento ambiental, sendo o corte das árvores, para construir mais e mais móveis e toneladas de papéis, que são desperdiçados no nosso cotidiano. Outro problema gritante que vem se agravando dia após dia, é o da matança de animais que alguns anos atrás tinhamos de monte. Mas para que matar esses animais? Para satisfazer o desejo insaciável que as mulheres, "dondocas" e madames de classe alta têm por pessas, acessórios, roupas etc. feitas ou confeccionadas com couro de animais (por exemplo, o do tigre) que estão cada vez mais extintos devido a isso.


Podemos citar mais alguns problemas, dentre eles, o da poluição atmosférica, causada por carros, motos, caminhões etc. e também pelas fábricas. O homem, hoje em dia, vem dependendo muito dos automóveis, tornando-se assim, parte do sedentarismo. As metrópoles de todo o mundo vem poluindo cada vez mais o nosso planeta, é claro que não são só as metrópoles, mas elas são onde têm o índice mais alto de emissão de gases poluentes, como por exemplo, o CO2 (dióxido de carbono), devido, como disse anteriormente, ao uso abusivo de automóveis e a criação de mais fábricas.


Quais serão as consequências dos atos e das decisões, tomadas pelos seres humanos? Responder essa questão é simples. Acontecerá o aquecimento global, e por consequência, o derretimento das geleiras, que cobrirá o nosso planeta com água impotável, porque é salobra. E não é só esse o problema. Acontecerá também, e mais intenso ainda, o efeito estufa, que matará milhares de seres vivos por causa da alta temperatura.


Então, vamos tentar mudar isso enquanto há tempo, para não termos que sofrer ainda mais esas mudanças radicais, que poderão nos tornar extintos daqui a alguns anos. Pense nisso!


terça-feira, 8 de março de 2011

REALISMO E NATURALISMO NO BRASIL

REALISMO E NATURALISMO BRASILEIRO:

  • Início: 1881 - publicação de "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (Realismo), de Machado de Assis e de "O Mulato" (Naturalismo), de Aluísio de Azevedo.
  • Segunda metade do século XIX: civilização burguesa e urbana; mão de obra escrava vai sendo substituída pelos imigrantes europeus (lavoura cafeeira);
  • Intensificação da campanha abolicionista - Leia Áurea (1888);
  • Guerra do Paraguai;
  • Decadência da Monarquia e estabelecimento da República;
  • Fundação da Academia Brasileira de Letras - processo de oficialização da Literatura (valorização do escritor).

PRINCIPAIS AUTORES DO REALISMO E NATURALISMO BRASILEIRO:

  • Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas; Quincas Borba; Dom Casmurro (trilogia realista);
  • Aluísio Azevedo: O Cortiço, Casa de Pensão, O Mulato (obra inaugural do naturalismo);
  • Raul Pompeia: O Ateneu;
  • Adolfo Caminha: O Bom Crioulo.

MACHADO DE ASSIS:

  • Nasceu, cresceu e viveu no Rio de Janeiro;
  • Principais gêneros: teatro; crônica; crítica literária; poesia; conto (O Alienista; O Espelho; A Causa Secreta); romances (convencionais e realistas);
  • Análise psicológica: preocupação com o interior das personagens - personagens femininas: grande tensão;
  • Ironia;
  • Discurso metalinguístico - Machado de Assis dialoga com o leitor ("caro leitor") - interatividade entre escritor, leitor e narrador, sobretudo em "Memórias Póstumas de Brás Cubas";
  • Narrativa não linear;
  • Pessimismo;
  • Concisão vocabular;
  • Universalismo: amor, moralismo, ser, etc.

REALISMO E NATURALISMO EM PORTUGAL


REALISMO
  • REAL (do latim res) = fato; ISMO = crença, doutrina;
  • É a doutrina pautada na análise dos fatos;
  • Movimento literário de oposição aos ideais do Romantismo no que se refere à subjetividade;
  • MARCO INICIAL DO REALISMO NA FRANÇA (autor principal): Gustave Flaubert;
  • Período de profundas transformações: segunda fase da Revolução Industrial (aumento das fábricas e mão de obra assalariada, o proletariado; utilização do petróleo, eletricidade, aço, construção das estradas de ferro; início da estruturação do capitalismo);
  • Doutrinas filosóficas: positivismo (rejeição da metafísica; pensamento científico); Manifesto Comunista de Marx; Teoria da Evolução de Darwin;
  • Descrição fiel dos fatos.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO REALISMO:

  • Objetivismo: autor mantem-se distante dos fatos narrados;
  • Universalismo: o "eu" cede lugar ao coletivo;
  • Personagens esféricas, em oposição às personagens lineares: mais complexas e dinâmicas;
  • Contemporaneidade: valoriza-se o presente, o hoje - crítica social: desmascarar a imoralidade da igreja e da burguesia da época;
  • Detalhismo: retrato fiel da realidade.

NATURALISMO:

  • Vertente do Realismo, com suas características levadas ao extremo;
  • Determinismo: homem determinado pelo meio, pela raça e pelo momento;
  • Cientificismo;
  • Romance realista x Romance naturalista: Realismo - romance documental; análise exterior e interior; ênfase psicológica; classes sociais dominantes; interpretação indireta; Naturalismo - romance experimental; análise exterior; ênfase biológica; classes sociais dominadas; interpretação direta.

REALISMO EM PORTUGAL:

  • Início: Questão Coimbrã - choque entre dois movimentos: escritores românticos em Lisboa e jovens estudantes da Universidade de Coimbra; crítica à obra de Antero de Quental por Antonio Feliciano de Castilho;
  • Conferências Democráticas do Cassino Lisbonenese: reuniões em que os jovens realistas discutiam questões da nova tendência, mostrando-se contrários aos ideais românticos que ainda perduravam em Portugal.

AUTORES DO REALISMO EM PORTUGAL:

- EÇA DE QUEIRÓS:

  • maior romancista português de todo o século XIX;
  • "O homem é um resultado, uma conclusão e um procedimento das circunstâncias que o envolvem. Abaixo os heróis" - influência determinista;
  • Postura de recusa ao Romantismo;
  • "O Realismo é uma reação contra o Romantismo: O Romantismo era a apoteose do sentimetno: - o Realismo é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos - para condenar o que houver de mau na nossa sociedade"/
  • Retratou as grandes mazelas da sociedade portuguesa;
  • FASES DA OBRA DE EÇA DE QUEIRÓS: 1ª FASE - influência romântica; obra: O mistério da estrada de Sintra, escrito em parceria com Ramalho Ortigão; 2ª FASE - caráter realista/naturalista - obras: O Crime do Padre Amaro; O primo Basílio; Os Maias. Romance de tese - ideia inicial que seria desenvolvida a partir das ações das personagens. As três obras citadas compõem o que essa chamou de "Cenas Portuguesas"; 3ª FASE - pós-realista - obras: A ilustre casa de Ramires; A cidade e as serras; A relíquia - autor preocupado com valores tradicionais da vida portuguesa, da existência humana e da vida campestre;
  • A ênfase da obra de Eça de Queirós é a crítica à alta burguesia e ao clero português - objetivo: "pintar a sociedade portuguesa" e sua "podridão".

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